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sábado, 20 de julho de 2013

Crise de meia meia idade



É daquelas que te atingem aquando da tua transição de jovem para jovem adulto. A mim deu-me agora, ao quarto de século. Suponho que até faça sentido... ou não.Dou por mim a pensar que rumo quero dar à minha vida. Que valores considero importantes e quero incorporar na minha forma de estar e viver. Que quero eu fazer com o meu futuro profissional? E o sentimental? São só questões. Nenhumas respostas. Ontem apercebi-me que deixei de acreditar no que faço. Entrei para a faculdade a pensar que queria trabalhar em conservação da natureza. Que queria salvar os animaizinhos, devolver-lhes a vida e o espaço que lhes temos vindo a roubar. Era um sonho bonito e inocente. Era algo que me satisfazia e que não implicava necessariamente a extinção da raça humana. Algures pelo caminho apercebi-me que este mundo é cruel e feito de interesses. Que tudo rodopía à volta de dinheiro e que até a conservação da natureza é um grande negócio que move milhões. Empresas que se mascaram de verde para esconder o rasto de devastação que causam é o que está na moda. Produções biológicas e coisas amigas do ambiente. Valores inicialmente inocentes e que aspiravam a bons princípios passaram a ser vestidos por toda a gente de forma hipócrita e sem a mínima preocupação pela verdadeira raíz dos problemas. Mas já estou a divagar. Dizia eu que deixei de acreditar no trabalho que eu própria queria desenvolver. Conservação da Natureza. E quando ontem me apercebi disto, assim como quem de repente viu a luz ao fundo do túnel, parece que de repente toda a minha existência se colocou em questão. Afinal que ando eu aqui a fazer? A brincar? Para quê todo este trabalho se no fim das contas não serve o propósito que eu queria? De que serve andar a estudar os bichinhos se no fim não vai servir de nada? É pura perda de tempo... e de vida. E ela é curta. Gostava de poder contribuir de forma directa. Gostava de ver a melhoria de uma zona. A sua vegetação. A sua crescente diversidade. Os seus bichinhos. Não quero salvar o mundo. Contento-me em salvar uma pequena parte. Um quintal. Um pequeno terreno. Um pequeno projecto de conservação. Sempre disse que não queria uma grande carreira. Um futuro académico não me soa nada risonho. Quero fazer conservação da natureza a uma pequena escala. Quero fazer disso o meu projecto de vida. E no entanto aqui ando eu perdida. Entre bolsas e propostas de doutoramento. Num rumo claramente académico que não sinto querer levar-me a lado algum. Oh vida que faço eu de ti? Que queres tu de mim? Temo estar a enfiar-me na boca do lobo de forma consciente. Sinto falta da educação ambiental, da partilha desta minha paixão pela Natureza com as pessoas. Apercebi-me disso no outro dia quando fomos capturar bichinhos na igreja e fomos rodeados por crianças e curiosos. É tão mais recompensador o sorriso duma criança a fazer festinhas num morcego do que um artigo numa qualquer revista científica... Para quê enfiar-me num mundo que sei não me pertencer? Que sei não me dizer nada? Pode parecer ridículo, mas neste momento da minha meia meia crise de idade/identidade, o meu ideal de vida é uma casinha no monte, com uma hortinha de sustento, alguns animais e colmeias com abelhas. Será que conseguiria viver disto? Haveria algum maluco neste planeta disposto a partilhar tal vida comigo? Terei eu coragem daqui a uns anos de tomar tal decisão de largar o “conforto” e a “segurança” da vida académica pela vida que realmente anseio? Espero que sim... espero que não venha a tornar-se tarde de mais... espero não perder a esperança de vir a ter tal futuro. Espero :)

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Lazy weekend :)))

Ai ai... eu bem que tento, mas esta família só me desencaminha!

Ontem fomos finalmente conhecer a casa do meu tio. Juntou-se há uns tempos com a namorada, e agora, que já tem a sua casinha terminada e toda decorada a gosto dele, decidiu convidar a família para um almocinho para festejar o seu aniversário.

Apesar de tudo... correu bem :) voltei a passar por pita de 17 anos... again ... tendo a mulher do meu tio até perguntado quantos anos eu era mais nova que o meu irmão (que é 5 anos mais novo que eu) -.-' sinceramente nem sei se fique feliz ou xateada... por um lado claro que é bom parecer mais nova. Mas por outro... será que tenho a maturidade e me comporto da mesma forma q uma miudinha? Não me quer parecer... mas já não digo nada. Sorrio e tento encarar a situação como um elogio. Há-de chegar a altura em que o será suponho. Mas o pior de se juntar toda a família, é quando começam com a conversa embaraçosa... E eu é que sou esperta. E eu é que faço bem. Mas agora já só falto eu. Todas as outras mulheres da família (tirando as crianças), já estão casadas e com filhos. Até a minha prima que tem a minha idade tem uma menina de 2 semanas. No que a mim me toca... bem podem esperar... :) Só acho piada que ninguém acredite que não tenho ninguém! "Com essa carinha deves ter poucos deves... devem ser uns atrás dos outros" ... "Mas então deves ter muitos pretendentes"... "Ela não deve é escolher qualquer um, que sabe bem o valor que tem"... *pokerface* e pronto... uma pessoa tem q ouvir estas coisas! E soubessem eles o meu nº de namorados (q na verdade foi só 1) e acho que continuariam incrédulos e a dizer q estava a dizer aquilo só porque ali estava a minha mãezinha.

Que se há-de fazer? Nunca fui uma rapariga namoradeira... e duvido que isso alguma vez venha a mudar. Nunca senti necessidade de me envolver com alguém para me sentir bem. Há tanta coisa descomplicada nesta vida que me faz feliz. A verdade é que quando gosto de alguém, gosto a sério. E se é para me envolver com alguém então também tem que ser a sério. É que quando se gosta a sério, sofre-se a sério. E sofrer é desgastante... pelo que qualquer coisa abaixo disso não vale muito a pena. Daí também que não consiga envolver-me com alguém antes de o conhecer... antes de fazer parte da minha vida, de ser importante para mim e de ter a certeza que não me vai magoar. Mas é um limbo perigoso... porque depois de passar a barreira da amizade, acho que é difícil voltar atrás. Mas isto é o que eu tenho definido na minha cabeça. Porque na realidade as pessoas pelas quais me apaixonei verdadeiramente, não foram pessoas que lentamente me entraram no coração. Muito pelo contrário. Foram pessoas às quais reagi de forma bastante instantânea, e que embora não as conhecesse bem (na altura), me aceleravam o coração. Deixavam-me sem jeito e nas núvens, mesmo sem terem feito nada. Deve ser aquela coisa da "química" que volta e meia se fala nos filmes. Infelizmente, as pessoas com quem senti isso depois de entrar na faculdade, uma passou a barreira da amizade, a outra está demasiado longe para que seja possível qualquer de tipo relacionamento, e a outra... bom... a outra tentei, mas a tal "química" deveria ser só eu a senti-la. Enfim... não interessa. Nem sei bem porque comecei a divagar sobre isto. Ou melhor, até sei. Porque apesar de não precisar de alguém para ser feliz, sabe bem poder compartilhar esta vida. Um companheiro de aventuras e dia-a-dia. Mas eu sou uma rapariga paciente... que sabe bem esperar pelas coisas que quer. Por isso não me preocupo muito =) O mais importante de tudo... é que aos poucos a minha cabecinha vai ficando cada vez melhor =)

Mas estava a falar do meu fim de semana...!!!

Regressada a casa quase ao fim da tarde, com um calor de morrer, tivemos direito a guerra de água com a mangueira do jardim, e pouco mais tarde chegou o F. com o meu menino (morcego que temos vindo a cuidar). Logo de seguida foi sair com o meu paizinho e irmão para jantar e voltar só para dar de comida ao bichinho e seguir para a cama. Domingo foi acordar, preparar a mochila, alimentar novamente o Florzinha e ir para a praia! E que rico dia de praia! Sem vento, bastante calorzinho, e um mar espectacular :) tinha saudades de mandar uns mergulhos a sério! De sentir a força das ondas e a imensidão do oceano :)

Amanhã tenho que trabalhar a sério....

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Back home

Aro aro :)

Tenho andado meia desaparecida eu sei...! Mas o tempo escasseia e a calma e solidão necessária a este meu cantinho não têm existido de todo. As razões são claramente boas, por isso não há grande motivo para reclamações eheh

O trabalhinho em trás-os-montes vai de vento em poupa, muitos morceguinhos apanhados e a minha experiência com eles crescendo :) não sei se já disse (provavelmente já), mas trabalhar no Sabor para mim é um sonho concretizado :) não sei quanto tempo irá durar... mas estou a tentar aproveita-lo ao máximo...! São montes e vales que mexem comigo e me fazem sentir que todo o caminho que percorri até aqui valeu a pena...! que embora não saiba exactamente o que quero fazer com o futuro profissional da minha vida, sei que neste momento estou a fazer algo que adoro! se me sinto uma afortunada? todos os dias :) não há nada como o trabalho de campo...! e poder fazê-lo durante um longo período de tempo, a um ritmo psicologicamente saudável e com alguns momentos de lazer pelo meio, é um luxo de todo o tamanho! =D já disse que me sentia uma grande sortuda? eheh é porque sinto mesmo :)

Ahh foram dias de visitas a abrigos de criação, captura de bichinhos no rio, captura de bichinhos nas igrejas, captura de bichinhos nos viadutos, jantares nas alturas ao por-do-sol e com o Sabor a correr até ao horizonte, noites dormidas em cima de pontes com espectaculares céus estrelados (o que diria a minha mãezinha?!), pequenos almoços no meio da estrada, refrescantes mergulhos nas transparentes águas fluviais da região entre encostas escarpadas ou cobertas de carvalhos :) boa vida :) e o mais fixe é que esta boa vida está a gerar uma quantidade de dados fenomenal e a deixar muita gente entusiasmada! =D

A minha cabecinha vai aos poucos entrando nos eixos e é com um pouco mais de clareza que consigo olhar para trás... não sei de certo o que me deu... mas a verdade é que me transformou muito. Infelizmente acho que para pior... tornei-me uma pessoa mais fria... menos ingénua... e sonhadora. Há quem diga que a isso se chama crescer/envelhecer. Mas se é isso então não quero... Quero recuperar o brilho que perdi nestes últimos 4 anos. Quero voltar a acreditar que este mundo ainda tem uma chance, que o trabalho de conservação da natureza não é em vão e uma grande mentira, que a amizade incondicional existe, e que o amor é possível. Preciso de um pouco de magia! Sempre tentei acreditar que nada nesta vida acontece por acaso... e é com pena que vejo que me afastei do meu caminho por tanto tempo. Aprisionei-me na minha ilusão e definhei até não poder mais. Convenci-me que a vida nem sempre é o que queremos dela, e que se estamos mal temos que nos aguentar. E não é assim. A vida é o que fazemos dela... e se consigo perceber isso a nível profissional, também deveria entende-lo a nível pessoal. Porque viver sem expectativas não tem piada. É aborrecido e tira o gostinho à vida. Sabe tão bem esperar pelas coisas, acreditar secretamente que tudo vai correr bem, ficar deliciado quando corre e não perder a esperança quando não corre. Porque esta vida é curta e deve ser apreciada em todo o seu esplendor. Porque mais vale só e feliz do que acompanhado e infeliz. Porque ninguém vale a nossa paz de espírito. Porque nunca estamos realmente sós. Basta abrirmos os olhos, sairmos de nós e entregarmo-nos ao que nos rodeia. Porque a felicidade está nas pequenas coisas do dia a dia e dentro de nós próprios :) Porque estou pronta para me encontrar novamente :)

quinta-feira, 13 de junho de 2013

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Busy busy

Não há nada melhor para a cabecinha do que andar fisicamente ocupada :) é um descanso indescritível :) pena que seja apenas uma ilusão resultante da minha falta de tempo de me aperceber de mim própria e do que me corre nas veias, mas pronto... é assim a vida. 

Regressadinha a trás-os-montes, ontem foi dia de ver pontes, hoje de visitar colónias de criação. Hajam sítios tão bem cheirosos como a mina de Almofala! Caminho labiríntico monte abaixo até ao Águeda. Quase junto ao rio uma fenda nas faces rochosas da margem. O aroma agradável já a sentir-se à entrada, botas de borracha até ao peito e frontais na testa, e lá vamos nós...! Caca e mais caca é o que eu posso dizer. Um autêntico rio de guano ou por vezes lamaçal era o que se encontrava ao longo da mina. Centenas e centenas de bichinhos, muitos com crias rosadinhas penduradas entre os adultos. Cheiro pestilento, difícil de respirar, e chuva (aka mijo) a cair do tecto. Resumindo, local agradável para passar... o mínimo de tempo possível claro está! Eu bem dizia, quero entrar o mais depressa possível e sair o mais depressa possível! E tentámos :) mas as dezenas de morcegos que esvoaçavam graças à nossa presença, obrigaram-nos a parar, apagar as luzes, e colocarmo-nos de cócoras junto ás paredes, para tentar que sossegassem ou voltassem para trás, em vez de saírem em plena luz do dia :) foi giro :)

E ainda deu para desfrutar da paisagem envolvente como já é costume da nossa espectacular equipa de 2 :)


Amanhã há capturas nas pontes! Sim... já tenho saudades dos Tadaridas ^^ Com esta história toda, qualquer dia passo a dizer que sou Tadaridóloga, que é como quem diz que estudo Tadaridas eheh :) Já tenho convite de ter uma participação mais directa noutros ângulos de estudo destes bichinhos e tudo, por isso :D

Ai ai... claro que disse que sim. Bem que me disseram para pensar bem, e que isto seria quase um casamento, mas a verdade é que não tenho ideias melhores. Se gostava de continuar a trabalhar com passarinhos? Gostava... Mas por agora também não me cai mal como hobby. Posso não saber exactamente o que quero fazer da vida, mas sei bem o que quero dela nesta fase. Trabalhar para me sustentar, divertir-me enquanto o faço, aprender mais e sobre coisas diferentes. Pelo menos no que a trabalho diz respeito. E quanto a isso acho que me posso dar por muito muito satisfeita :) só é pena que outras coisas não corram tão bem... mas tudo a seu tempo :)

terça-feira, 4 de junho de 2013

Vazio

É o que fica. Depois de dizer tudo o que havia para dizer. De ter solto todas as palavras há tanto captivas no interior do meu ser. Não era o momento... esse passou há muito. Mas teria que acontecer mais cedo ou mais tarde. Não foi uma discussão. Poucas devem ter sido as vezes que conseguimos fazer tal coisa. Foi uma troca desenfreada de acusações mais ou menos válidas. Não gosto. Defenderes-te atacando não resolve nada. Tudo fica igual. As dúvidas mantém-se. A tua visão continua-me inalcançável. A única coisa que sempre quis foi compreender-te... ter a mínima ideia do que te corre nas veias e te entra no coração. Falhei por completo. Desastrosamente diria. E olha que tentei. Tentei com todas as minhas forças. Com todo o meu ser e carinho que nutria por ti. Mas não fui capaz. Não sei se porque não me deixaste, ou por falhanço meu. Não sei. E não interessa. Já nada interessa. Esta pele está velha e carcomida pelas mágoas da nossa história. Há muito que é hora de a abandonar. Seguir em frente e encontrar novos rumos. Olho para trás com pena e um aperto no coração. Não era nada disto que queria. Nada. Amar dói. Dói muito. E descobrir que te amava noutra pessoa doeu ainda mais. Não que alguma vez vás compreender. Nunca esperei que fosses. Mas achei ingenuamente que poderíamos ser felizes. Apesar das diferenças. Apesar da distância. Achei que se gostasses tanto de mim como eu de ti as coisas poderiam funcionar. E poderiam... Mas não funcionaram. E quanto a isso não há nada que eu possa fazer. Não há nada que eu queira fazer. Estou cansada. Derrotada. Rendida às evidências e demasiado dorida para me levantar. Quero ficar aqui estendida. A sentir o conforto da terra e o calor do sol.

sábado, 27 de abril de 2013

Lugar Feliz


Sim tenho andado desaparecida... mas por boas razões :) comecei o meu trabalhinho no meu lugar feliz :) Haverá coisa mais fantástica profissionalmente do que podermos fazer o que gostamos onde gostamos? A minha resposta é não! :) Montes e vales verdes pintalgados de cores, cheiros e sons. Rios e ribeiras que preenchem as encostas encaixadas e facilmente me transportam para uma outra dimensão. Sim. Ali sou feliz :) De dia e de noite. Ao amanhecer e ao entardecer. Em dias calmos e em dias preenchidos. Estava a precisar dum tempinho desaparecida naquele cantinho. Estava a precisar de me ocupar e de estar longe do computador. Que bom que é estar no campo :) Aos poucos vou-me re-encontrando e embora por agora me sinta sozinha nos momentos de reflexão, sei que é uma questão de tempo até voltar a sentir-me completa apenas comigo mesma. Poderia dizer que o grande erro foi permitir que deixasse de me sentir... mas há coisas que só valem a pena quando nos entregamos de corpo e alma. O erro foi achar que valia a pena... mas vivendo e aprendendo :) agora é tempo de me re-descobrir! E quem sabe o que vou encontrar? :D Como escrevi num qualquer post... Life's a merry-go-round! Uma coisa é certa... estou feliz e em paz! Poder estar a fazer algo que gosto, nos tempos que correm, parece-me uma dádiva do Universo. Aquele que sempre tentei acreditar que conspirava a meu favor e que até hoje não me tem falhado =) a todos as pessoas, elementos e factores que contribuíram para a minha caminhada e chegada até aqui, o meu profundo obrigado :) o que o futuro me reserva não sei... e para ser sincera não quero saber... o presente é fantástico e é nele que quero continuar :)



sexta-feira, 15 de março de 2013

5 am

Pai: beijinhos e caga no gajo
       hehe
       ele n te merece pq eu conheco-te
       e se houver um cabrao q te de tanga ainda sou gajo p lhe ir aos cornos!
       LOL

eu: looool
      não há-d ser preciso :P

Pai: mas prontx
       conta comigo, ok?!
       bem.... se o gajo n for daqueles grandalhoes, claro
       mas tb esses gajos n valem nepia
       LOL
       ;)

É por estas e por outras que falar com um elemento masculino é sempre mais fácil do que com um feminino :)  e condicionantes do teu estado de espírito e mental à parte, ainda me conseguiste arrancar um sorriso... por isso já não foi mau :) melhor do que as muitas já derramadas lágrimas... mas o que não nos mata torna-nos mais fortes, e disso tenho que te agradecer. Só gostava era que encontrasses o teu caminho e deixasses esse de auto-destruição que tens teimado em seguir. Que o vento te levasse e ajudasse a encontrar o teu lugar ao sol :) Mas mais que isso, que te sentisses determinado em encontra-lo :)

domingo, 3 de março de 2013

Serra da Estrela

Sunday, 9am, warm sunlight slowly awakens me from my rest :)

It's been quite sometime since I last slept without an alarm clock...! These last few weeks have flown by and it feels great to finally be able to stop for a while. Under the blankets of my cold room I feel comfortable and in peace. Outside seagulls cross the bluish sky in risky flying maneuvers.  It's so nice to live by the sea :) My mind inevitably wanders to unwanted realms. It's impossible to tell yourself not to think about something without thinking about it. I guess only time can help me with this one. In the meantime I try to get busy, find time for me and for things I enjoy. Not that I didn't use to do that before, but now I can finally enjoy it on my own without wondering how nice it would be if this and that. Life without 'ifs' is so liberating.  

Saturdays have been filled with ringing sessions in Gaia. Although I haven't gotten any new species lately, it's always nice to go there and handle a couple of birds. It's the only real excitement I have during my whole week, what can I say?! Being stuck in the lab is not exactly my dream job, but a woman's gotta do what a woman's gotta do! 

Last Sunday though, me and a couple of friends went to Serra da Estrela for a walk. It was great to be back on a mountain again :) to walk up and down the valleys and enjoy the greatness and strength of Nature! It had been a while since I last saw snow as well, so I felt like a little child ready for christmas! :D We started by walking down to the Zezere Valley and eventually climbed and walked down again to the Candeeira Valley. As we gained altitude to return to our starting point, snow covered the ground and sometimes formed amazing crystal-like carpets. Fox footprints could be seen on the snow every once in a while, and once even helped us finding our way...! :) I kept the binoculars with me all the time, but unfortunately I couldn't see anything out of the ordinary. Even on the Zezere valley all I could find were Wrens, Blackcaps, Great-tits, Blackbirds and a Buzzard that crossed the skies. The walk was more than worth it though and although I couldn't see what I wanted, I kept my faith that I would see it next time...

And I did! Thursday I went back to Serra da Estrela, this time with FAPAS to help planting some trees, and during our free time in the afternoon, near the Long Lagoon, there they were... 3 Snow bunting (Plectrophenax nivalis) to brighten my day! This second trip was a lot of fun ^^ The people were great and it had recently snowed, so I couldn't have asked for anything else! Except perhaps a Alpine accentor (Prunella collaris), but I guess that will have to wait =P

This Saturday beside ringing I went to the lab to help cleaning up the freezer, which took us the whole afternoon, and today...well today I did nothing ^^ Tomorrow there's more lab for me, but hopefully it will end soon enough!


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Devaneios IV

E quando já não havia lugar para mais nada a não ser esperança e surpresa, heis que a esperança morre e leva com ela todas as dúvidas, preenchendo-me de uma certeza que há muito reinava no meu sótão, mas a qual eu me recusava a aceitar. A verdade verdadeira é que embora me tenhas entrado de rompante em casa, sem se quer pedir por favor, a mim deixaste-me sempre à porta... Felizmente, a chuva que outrora desolou o meu mundo, noite sim noite sim, desta vez não veio. Já estava na altura. Mas as nuvens escuras no céu ainda me lembram dos tempos tenebrosos. Lá fora o meu jardim está uma lástima. Ervas daninhas e silvas tomaram conta do espaço, mas reina uma paz que há muito não existia. Com o tempo hei-de o arranjar novamente. E quem sabe, com sorte, talvez um dia os pássaros voltem para me alegremente acordar de madrugada.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Bats #5 - Abrigos de hibernação

   Devagar devagarinho, tenho vindo a dar os meus passinhos no mundo dos morcegos. Comecei por pura curiosidade. De quem gosta de bichos, mas os desconhece por completo. Não posso dizer que saiba grande coisa sobre estas fascinantes criaturas, mas sei sem dúvida mais que há coisa de 1 ano e meio :P 
   Tenho sido acolhida pelo grupo de morcególogos do cibio como talvez nunca tenha sido recebida em lado algum. Entusiasmo e diversão não faltam, assim como toda uma humildade no passar e discutir de conhecimento que sem dúvida me atrai. Tanto que a cada saída fico com mais vontade de "repetir a dose" e mais recentemente comecei seriamente a ponderar trabalhar com estes bichinhos. A química do grupo é aliciante, não há cá individualismos, mas sim todo um espírito de equipa e inter-ajuda que começa pelo próprio "chefe" e se prolonga aos seus "filhinhos emprestados". As coisas são feitas com pés e cabeça, planeadas com cuidado, e com a procura e sugestão de soluções alternativas para os problemas por todos os elementos. Pela menos, é isso que vejo "de fora".
   Pessoas à parte, os morcegos são criaturas engraçadas :) completamente diferentes de tudo o resto, são sem dúvida interessantes e com muito ainda por descobrir :) não sei... a ver vamos :) por este ano, se tudo correr bem, andarei atrás deles entre Abril e Outubro, 2 a 3 semanas por mês. Os horários são-me um pouco contra-natura já que sou sem dúvida uma pessoa de hábitos diurnos. Dormir de dia e trabalhar de noite nunca foi bem o meu ritmo, mas é tudo uma questão de hábito suponho. Uma coisa é certa, vou estar a viver onde há muito quero (trás-os-montes), e a fazer uma coisa que me dá bastante prazer (apanhar bichos). Melhor acho que era difícil! :) Além que oportunidades destas não devem surgir várias vezes na vida e há que tentar ao máximo agarra-las!
   Esta semana tive então o prazer de passar mais uma semana no campo atrás de pseudo-ratinhos com asas! O objectivo desta vez não foi capturar morcegos-rabudos, mas sim efectuar contagens gerais nos abrigos de hibernação de importância nacional, assim como anilhar algumas espécies. Foram dias a caminhar de galochas de perna inteira e frontal a iluminar o caminho em grutas e principalmente minas abandonadas. Foi giro :) Desde rastejar em buracos para poder progredir em locais de derrocadas, a seguir túneis irregulares e inundados onde outrora se extraiu minério. No primeiro dia Brunhozinho e Carviçais, com grandes colónias de Morcegos-de-peluche (Miniopterus schreibersii), no segundo, Ferrominas com a maior colónia conhecida em Portugal de Morcegos-de-ferradura-mourisco (Rinolophus mehelyi) e também muitos Morcegos-de-ferradura-mediterrânicos (Rhinolophus euryale), e Monte da Mua com algumas centenas de Morcegos-de-ferradura-grande (Rinolophus ferrumequinum), assim como alguns Morcegos-de-ferradura-pequeno (Rinolophus hipposiderus), Morcegos-de-franja (Myotis escalerai) e Morcegos-lanudo (Myotis emarginatus). No terceiro dia mais uns quantos ferraduras, alguns Myotis escondidos em buracos na rocha, e para muita felicidade de um dos membros da equipa, um Morcego-orelhudo-castanho (Plecotus auritus)! eheh

Para além de tudo isto ainda tivemos neve nos primeiros dias de manhã, que deram todo um outro espírito à coisa, e permitiram alguns momentos mais tolos e divertidos!! ^^ Foram dias para repetir (espero) para o ano!

Agora é dormir, que amanhã de manhã há captura de coisinhas com penas no Parque Biológico de Gaia, com o GVC :D
 


domingo, 20 de janeiro de 2013

aww :)


And when most of my hopes in male musicians were lost...
What moved me the most was not not their singing abilities (although the father sings well), but the sweetness and intimacy in their singing. Not all is lost in this world I guess. Being the daughter of a musician, and the stepdaughter of another musician, I can't help feeling a slight degree of jealousy, as all I have ever received from both my dads was their absence. One for being too immature to spend time with his own daughter, and the other one for being so self-centered and superior to the rest of human kind. I'm sure they both liked me, but in the end it's as if they didn't. Nevertheless, and although none of them has ever realized, their music soul resides within me. Listening to someone singing or playing either piano or guitar, always wakes up something inside me. This said, I feel like buying a guitar right now, so I can play and sing along :) But more than that (and this will sound awkward even for me), so that one day, someday, when and if I have children of my own, we can have this much fun together :)

:$


I guess the key is not complaining about what you don't have, but asking for what you want.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

So what?


I wish it was that simple...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Hya 2013!


Tenho andado ausente eu sei! Nem tanto, mas faltam-me as palavras, ou a paciência para as debitar. É como se o tempo passasse (e passa) sem a minha permissão. E mais do que passar, passa por mim! E eu aceno-lhe, mas ele já vai longe. Nem me dá tempo de pensar... de sentir. De reagir. Num segundo é isto, e no seguinte é aqueloutro. É vê-lo a ele, às palavras e às emoções, a escorregar-me entre os dedos, à velocidade das sinapses que me ecoam no cérebro. Daí que não tenho escrito. Obriga-me a parar. A pensar. A reter. Obriga-me a materializar. Mas isso é como parar o curso dum rio. Requer força. E como não o tenho feito, dou por mim parada no tempo quotidiano. Como espectadora de mim própria, absorvo fracções de momentos e projecto-os no infinito. No abstracto. Tanto a contemplar um céu estrelado como a ver um metro chegar. Divago sobre mim e sobre o mundo nestes centésimos de segundos em que estou consciente, e fosse eu parar e escrever tudo o que me galopa na mente e talvez precisasse de mais do que uma vida. É como se durante aquele período de tempo, às vezes tão longo como a frame de um qualquer filme, todo o Universo se desenrolasse aos meus olhos. Todos os mistérios me fossem revelados e todos os problemas solucionados. Destes insights, só me restam instantâneos visuais e uma ou outra palavra solta. Não é muito, é certo. Mas é o suficiente para continuar.

"Ano novo, vida nova" they say. Mas todos sabemos que não o é bem assim. Somos um contínuo de tempo e acontecimentos que não viram na mesma página do calendário. Mas as coisas têm a importância que lhes damos. E por muito que me tente enganar e diga que datas são apenas isso, datas, a verdade é ligeiramente diferente. Daí que o inicio oficial deste ano não tenha começado de certo da melhor maneira. Mas o que lá vai, lá vai. O problema talvez aqui é a minha insatisfação pessoal resultante desta minha forma passiva de encarar o mundo. De não conseguir reagir ao dia-a-dia e apenas explodir quando a garrafa enche. Mas e quando a garrafa enche e fingimos que não vimos? Seguimos em frente e ignoramos o líquido que agora jorra da saturada garrafa para um qualquer espaço mental. E não podemos parar porque isso significa enfrentar o facto de que a garrafa está efectivamente cheia e que precisamos de fazer alguma coisa. Mas o quê? Como podemos decidir o que fazer quando transbordamos simultaneamente coisas bivalentes? Como podemos arriscar assim a nossa vida e a dos outros? Que raio é suposto fazermos quando só sabemos que temos que fazer alguma coisa? 

Confiar.

Confiar? Que raio de resposta. De certo que a garrafa não se esvazia sozinha. Vai continuar a jorrar enquanto não fizer nada. Mas a esperança de que poderá parar, e quem sabe com o tempo evaporar, é uma possibilidade atractiva.

Garrafa?

Eu não devo estar é boa da cabeça.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Early message

(cliquem p ver maior e ler as letrinhas pequeninas)

Hoje acordei e quando liguei o pc dei de caras com isto. É a creatividade do meu maninho em acção. É engraçado como coisas pequeninas nos conseguem deixar bem dispostos =)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Productive weekend?

Filled with an urge of taking back control of my life.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Chubiiiinha

Eu gosto de chuva... a sério que gosto! :)

Só me chateia quando chove ininterruptamente, estou sem guarda-chuva/impermeável, e preciso de sair de casa. Até não me importo de apanhar molha a caminho de casa e de chegar molhada até aos ossos (até sabe bem :P ), mas a caminho da faculdade para passar um dia inteiro molhada, não é muito agradável digamos.

Alguém me explica como é que saio de casa com este tempo? É que hoje vai ter mesmo que ser =/

sábado, 8 de dezembro de 2012

Finally O.o

Depois do que foi uma semana um tanto para o cansativa, heis que veio finalmente o sossego. Fim-de-semana em paz no meu cantinho sem grande coisa para me chatear :) 

A defesa da tese está feita, o resultado poderia ter sido melhor, mas para a qualidade do que foi apresentado, foi óptimo.

O TiBE felizmente também já lá vai, e hopefully só terei que voltar a apresentar o meu trabalho no IJUP'13. No entretanto tenho que corrigir a tese e voltar ao laboratório. 

Mas hoje foi dia de descanso :) acordei eram 9h em ponto, mas só saí da cama já eram quase 10h30. Quis aproveitar :) fiquei doente esta semana e precisava de repor as energias. Soube-me pela vida! Depois disso foi tomar o pequeno almoço e ir dar uma volta. Mochila preparada e fiz-me à praia para aproveitar o dia solarengo e ver meia dúzia de bichinhos. A nabice foi a do costume, mas deu para me entreter :) Quem sabe um dia lhe apanhe o jeito :P

Pela hora de almoço parei numa esplanada e rabisquei o seguinte:

"Não sou uma pessoa dada às finésses... mas tenho que admitir que algumas são extremamente agradáveis. Uma bebida depois de uma caminhada numa esplanada à beira-mar. Um lindo e quente dia de céu azul com uma relaxante musica de fundo e com o rebentar das ondas ao longe. Sabe bem. Muito bem. E rabisco estas palavras enquanto o sol me queima a nuca, percorrendo-me de prazenteiros calafrios.

There's a time in which time goes out.
Feelings of solitude overrunning me with melancholy.
It's funny how life happens.
A surfer on the sea, enjoying the waves,
Going up and down, forward and backwards,
Just keeping up with the flow.
People come and go.
Life starts and ends.
Some moments last forever.
And I'm just roaming meaningless words.
The breeze sweetly embracing me like there's no tomorrow.
Where am I? What am I? Who am I?
What is my purpose? Do we really have such thing?
Are we part of something bigger or are we here on our own?
Fighting not to be alone?
So many questions, so little answers.
And yet life goes on.
Like our questions don't really matter.
Like our dreams and aspirations don't mean a thing.
Like the value of our life means nothing.
I wonder.
Yes sometimes I wonder.
What's the purpose of this all?
When you no longer have one purpose.
How can I find one? Where can I get one? 
That one thing that makes my life go on while making me feel alive.
That one thing that gives me shivers down my spine.
I wonder.
How many times must one fall to get back up for good?
How many times must one cry to learn how to truly smile?
How many times must one get lost in order to finally find itself?
I wonder. "

Uma vez li que:

"(...) havia uma linguagem no mundo que todos compreendiam, e o que o rapaz tinha utilizado durante todo aquele tempo para (...) progredir. Era a linguagem do entusiasmo, das coisas feitas com amor e com vontade, em busca de algo que se desejava ou em que se acreditava. (...) ele sentiu que da mesma maneira que tinha conquistado aquele lugar, poderia conquistar o mundo. (...) Quando você deseja uma coisa, todo o Universo conspira para que possa realiza-la." - Paulo Coelho em O Alquimista.

Sim ando pensativa. Embora tenha terminado com sucesso mais uma etapa da minha vida, sinto-me meia perdida, mas ainda não desisti de me encontrar. Porque tenho noção e experiência de que o que citei em cima é verdade, mas neste momento não sei bem o que desejo nem o que acredito. As minhas crenças e desejos levaram muitas reviravoltas nos últimos 3 anos, e se antes o caminho me parecia claro, agora não o é de todo. Mas continuo confiante que o hei-de encontrar :)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Noite perfeita


Adoro. Adoro ouvir quando a chuva cai lá fora na escuridão da noite. Adoro poder estar confortavelmente enroscada no sofá. Adoro contemplar as labaredas serpenteantes de uma lareira acesa. Adoro quando posso fazer as 3 coisas em simultâneo :)

Ps: agora até se veêm/ouvem trovões ^^