quarta-feira, 31 de março de 2010

B-Day


Oh yeah, that's right. Yesterday was my birthday. And a very nice one I can say, at least when compared with last year. They did have their sad similarities, but that's life i guess... don't feel like pointing them out... Anyway, to tell the truth, it kinda was a normal day. The only difference is that everyone texted or phoned me saying happy birthday... Nah... that's not entirely true. Some people did do some nice things to me =) Eduardo offered me a cream custard (vulgo "pastel de nata") with a candle on it, that was sweet =3 and Tamara (the brazilian girl) surprised me with an almond pie while singing happy birthday and bought me an easter egg ^^ I really wasn't expecting it... lol xD I cooked dinner for everyone and we had a good time =) Couldn't have asked for anything more, so yeah, it was nice =) The day reached its end way too fast and i really wasn't feeling like going to bed so i stayed up late... way too late i guess for someone who had to wake up at 5am. so... i really couldn't go to work on the next morning =$ But I'll make it up somehow. On friday i'm finally going home =D I think i'm needing it...  I miss my family (which includes my cat =P) and my piano... maybe i can bring it in tamara's car ^^ that would be nice ^^ It's the only thing able to abstract me from myself, so i could use it right now. I waste way too many time in front of this screen, just gazing and watching time go by....

Well... i'm going back to bed cause i'm still very sleepy. I had to wake up to bring the jeep back, but that's just as far as i could go.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Life



 Like waves

Moments come and go
 
Nothing lasts forever

People come and go

The faster you realize that the better

Feelings come and go

Don't fool yourself

Life's a merry-go-round

Trying to stop it brings you nothing but pain



Be yourself, Love yourself, Trust yourself 

Follow your instincts
and
Keep it Simple

quarta-feira, 24 de março de 2010

De volta


Local Time: 9.40 pm 

Place: sentada à janela, num dos vários lugares vagos, de um voo da Ryanair entre Weeze (Alemanha) e Porto. 

Estado de espírito? 

Aliviada por finalmente me encontrar dentro do monstrinho dos transportes públicos que é o avião. 

Após ter passado facilmente despercebida com a minha mochila de tamanho e peso extra ao permitido pela simpática companhia de lowcost, enquanto outros se viram obrigados a esvaziar a mala,a tirar os sapatos e quase as calças porque simplesmente o segurança não foi com a sua cara, não pude deixar de pensar o quão ridículo é o sistema onde vivemos. 

Enfim... passemos à frente, que a segurança nos aeroportos é um tema extremamente aborrecido. 

Depois de estarmos todos "confortavelmente" instalados nos nosso lugares, tivemos direito às habituais explicações sobre as saídas de emergência e as, sempre dignas de riso, representações de como apertar os cintos de segurança, usar as máscaras de oxigénio e os coletes salva-vidas. 

Sejamos sinceros, num momento de pânico quem é que se vai lembrar das explicações das senhoras altas que normalmente só servem para nos trazer comida? De qualquer das formas, os que se conseguirem manter suficientemente calmos para ainda saberem o próprio nome, não terão grandes dificuldades em conseguir enfiar uma mascara na cara ou vestir um colete, mesmo sem ninguém lhes explicar como é que isso se faz (digo eu xD). 

Olho à minha volta e divirto-me com as feições de preocupação, muitas vezes medo, de muitas pessoas, coladas às cadeiras e de olhos fechados, enquanto o avião começa a descolagem. Para mim é sem dúvida o melhor momento da viagem. Eu sei que é cliché, mas gostava de conseguir voar. Que posso dizer? Adoro a sensação de de repente abandonar o chão e rumar ás alturas. Apreciar a paisagem enquanto ela se torna cada vez menos detalhada e mais abrangente, enquanto me dirijo a novos ou velhos destinos, até apenas azul e branco ser visível. A expectativa é sempre alta quer esteja a ir ou a regressar. Momento de moderada adrenalina. Além disso tudo o resto na viagem é monótono. Céu, céu, céu. Núvens. Um pouco de turbulência para animar e mais monotonia. Apenas o som incomodativo do deslocamento do avião e do rodar das turbinas. Tento dormir, mas depressa fico sem posição para me sentar, as cadeiras não são especialmente confortáveis. As senhoras hospedeiras também não facilitam e passam a viagem inteira a fazer propaganda ao espectacular menu de preços e comida da Ryanair. Felizmente a aterragem chega eventualmente (o 2º melhor momento da viagem) e está na hora de ir para casa. Dormida em Espinho e regresso até Figueira de carrinho. Pelo caminho chuva e mais chuva... mas depressa me encontro de volta ao meu cantinho =) 

Depois de almoço decido ir para campo e ajudar o Eduardo a arranjar um dos abrigos. Os campos todos verdes, os olivais amarelos, flores por todo o lado. Tinha saudades disto. Apesar da chuva nos ter assombrado inicialmente, a tarde acabou por se revelar bastante produtiva e agradável. Um casal de bonelli e de britangos, 2 buteos e um milhafre-real, fora os habituais grifos e passarada mais pequenina. Os cucos já se ouviram e viram um pouco por todo o lado, parece que chegaram durante a minha ausência... xD


É bom estar de volta =) 

Mas algumas saudades persistem... quero ir para casa, casa casa.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Viagem mais estranha de sempre


Ok ok... 

eu sei que não sou uma pessoa especialmente viajada, pelo que o termo de comparação não é muito elevado. Península ibérica à parte, andei por Paris, um pouco por toda a Alemanha, Manaus city e arredores, e agora Holanda. Atenção que não me queixo e até me dou por bastante satisfeita pelo que já tive oportunidade de ver. Mas independentemente de tudo isso, há que afirmar que esta foi a viagem mais estranha de todas.

Não estive nem de férias, nem propriamente a estudar. 

Não passeei muito, mas também não tive oportunidade de fazer muito mais (talvez se fosse mais aventureira e desenrascada... isto há de lá ir com o tempo xD). 

Gostei da universidade, mas não me convenceu a fazer cá o mestrado (a facilidade de teses em áfrica é que me deixaram a pensar). 

Tenho saudades da minha casinha (ambas), mas também me sinto estranhamente confortável nesta. 

Foi uma experiência no geral positiva, mas que de certa forma não atingiu bem as expectativas... i guess... 

Bom, as aulinhas acabam amanhã, assim como a viagem, e a verdade, não posso nega-la, é que me sinto feliz por voltar. Com a sensação de que não aproveitei isto como devia, mas... 

hmm não sei explicar... é como se me faltasse alguma coisa... 

O quê? 

Não faço ideia... 

(talvez  faça alguma, mas prefiro rejeita-la...)


Nem vontade de tirar fotos tive... o que é no mínimo estranho... 


Enfim... ao menos a cabeça já está mais no lugar, pelo menos por enquanto. O tempo o dirá.

domingo, 21 de março de 2010

Getting random again


Que é feito de mim? 

Perdida algures no tempo e no espaço tenho dificuldade em encontrar-me, saber onde estou. Pensamentos que correm livremente numa mente vazia, que perdeu o interesse por tudo o que a rodeia, demasiado presa em si própria. 

Ao ridículo a que a minha vida se resumiu. 

Tento seguir-me, mas deixei de me ver. Distraída por não sei bem o quê, temo estar a afastar-me do que sempre persegui. Mas será que o devo? Ou não? 

Rodeada de possibilidades infinitas já não sei o que fazer. Tomada pelo desejo de me dividir em mil e seguir diferentes caminhos, acabo por cair em mim e tento avaliar o que realmente me faz querer viver. 

Gostava de me conseguir libertar da minha mente... complica-me demasiado a vida. Demasiadas variáveis a considerar, sentimentos, princípios, emoções, crenças. Toldam-me a visão e distorcem-me a realidade. 

Que é feita da minha coragem e determinação? Aquela vontade de me perseguir até ao final dos meus dias, até me encontrar? 

Não quero cair na estupidez do conforto, do contentamento descontente. Mas como é suposto saber por onde ir se os olhos me foram vendados? 

Tento ignorar-me, dizer a mim própria que o tempo esclarecerá as coisas. Mas não consigo. Sou assombrada dia e noite pela vontade de correr, correr atrás do mundo, de mim. Mas estou cansada... possuída por demasiadas dúvidas sobre o valor de tudo isto. 

Wish i could keep it simple... but i've lost my way. Dunno where i wanna go anymore... my mind's open, but blank... need to find myself again.

domingo, 14 de março de 2010

The Netherlands

Ok... isto de começar posts e nunca os acabar começa a ser o prato do dia e sinceramente já enjoa. Ideias que não são desenvolvidas. Sentimentos que não são totalmente expressados. A journal full of gaps. Enfim... o que lá vai lá vai, mas há que dizer que acalmados os ânimos e enfrentados os factos, há que meter mãos à obra. Porque isto de ficar simplesmente desanimada e revoltada não resolve a vida de ninguém. E eu posso até achar que é o fim do mundo num dia, mas no outro a vida continua. É só olhar em frente e continuar a caminhar :)
Assim sendo, e com a insegurança como companheira e a auto-confiança como conselheira, iniciaram-se os trabalhos. Dias tão longos como todos os outros, mas vividos em tempos distintos, de forma dita característica. Alvorada ás 5 da matina, caminha quando a vontade e a disponibilidade assim o permitem. O dia-a-dia, nada de muito forçado. Monte acima, monte abaixo. GPS na mão, binóculos ao pescoço, relógio e caderno de campo no bolso. Pausa aqui, pausa acolá. 3 trigueirões, 1 pisco-de-peito-ruivo, 1 tentilhão, 1 cotovia-escura, 1 cotovia-pequena, 2 andorinhas-das-chaminés. Sinfonia de cantos e sons cujos autores nem sempre sei quem são, que raramente colaboram e se revelam. Batalha constante entre o perfeccionismo e a inexperiência. Dias que voam. Ao fim de uma semana, sono acumulado, pés doridos e algum decréscimo nos níveis de incerteza. A precisar de algum descanso... mas satisfeita por ter cumprido o que me propus.

Próximo passo?
Interrupção das actividades...

Eu sei eu sei, não faz muito sentido. Mas a vida tem destas coisas. Situações que nos caem do nada. Como se o mundo decidisse conspirar a teu favor (ou contra ti, quem sabe) e de repente tens uma escolha a fazer. Fluir ou não com a corrente. E não vale a pena pensar muito que isso normalmente só complica. É seguir os teus instintos e confiar no que o universo te reserva. Depois surgem os obstáculos. Esses aparecem sempre, mais cedo ou mais tarde. Para te fazer duvidar. Para te complicar a vida. E como em tudo, és dono da decisão. Podes sempre voltar atrás. Mas teimosa como sou, independentemente das consequências, continuo a seguir esta suave loucura  que me corre nas veias. E chamemos-lhe sorte, ou não, mas tenho-me dado bem.

E cá estou eu. Wageningen, Holanda. Numas pseudo mini-férias de 10 dias (cof cof, curso de estatística).

1as impressões...? Quero uma casa de estilo holandês quando for grande =P Saídas de algum tipo de conto-de-fadas, parece que entrei num mundo de fantasia. Passarada por todo o lado, arrependo-me de ter deixado o guia e os binóculos em casa. Gralhas a saltitar pelos passeios em vez de pardais ou pombos, é uma visão no mínimo peculiar. As gaivotas cruzam os céus todo o dia, e os gansos preenchem os campos. É diferente. Mas apesar de tudo, familiar. Chapins, tentilhões, melros, pardais, bichinhos comuns também por aqui, fazem da minha caminhada matinal algo curiosamente reconfortante. 

Bom, o sono já pesa nas pálpebras, o melhor é mesmo parar por aqui. Tomorrow's a new day.


segunda-feira, 8 de março de 2010

Unmotivated...

Feel like closing in this shell of mine and forget the whole world...

sábado, 6 de março de 2010

The battle begins?

I think i may just have started a war... 

oh the hell with it. I have nothing to lose. Let it come. I'm ready for it.

A chegada da Primavera

 E porque não sei muito bem como iniciar o post, faço-lo assim mesmo. Da forma mais bruta e crua que me ocorre neste momento. É verdade que não escrevo alguma coisa de jeito já há algum tempo (espera... isso aconteceu alguma vez? hmm... acho que não... but don't get your hopes high, também ainda não é desta... =P) por isso decidi aproveitar a vontade de aqui deixar qualquer coisa, que é como quem diz de me livrar das minhas próprias vivências, e escrever seja lá o que for.

Ora muito bem, assim como o meu inverno chegou mais cedo, o mesmo aconteceu com a primavera. E isto não resulta de uma simples paranóia minha em adiantar as estações, mas sim de uma constatação do que observo no meu dia-a-dia. Quando falamos em primavera o que nos vem à cabeça? Acho que a descrição mais clássica é vista no filme de animação da Disney o"Bambi". Talvez seja só eu, mas a primavera faz-me lembrar flores, aves a cantar, temperaturas confortáveis e também alguma chuva. Teoricamente esta só chega daqui a umas 2 semanas, mas eu já dei por ela há bem mais tempo. Deixando de lado o facto de datas como o inicio da Primavera, ou do Verão, ou de qualquer estação do ano,  serem meras formalidades e não terem qualquer significado na natureza, já que esta é regida por processos contínuos, passemos ao que interessa.

Onde é que eu ia? Ah, a chegada da Primavera. Então... apesar de neste momento pequenos flocos de neve andarem a esvoaçar lá fora, a época favorita do ano de muito boa gente já aí anda. Os sinais para mim são claros. Flores por toda a parte, o endoidecer da passarada, a chegada das andorinhas, paisagens de verde estonteante e água até dizer chega. É uma época de abundância.

Para mim significa o início dos trabalhos "a sério", mas o que isso quer dizer ainda não sei muito bem, já que determinadas pessoas, com funções supostamente orientadoras, estão sempre a mudar de ideias. Ainda nem comecei e já estou a ficar farta desta coisa chamada de estágio. Não do trabalho em si, que esse é giro e tem me ensinado imenso. Mas pudesse eu agora voltar atrás e definiria tudo sozinha, a meu gosto, sem me deixar controlar por pessoas que no fim das contas também não sabem muito bem o que andam a fazer. Enfim, não falemos de coisas tristes que não vale a pena.

Esta é uma bela época para dar uns passeios e apreciar a beleza do mundo natural. O mais espectacular do meu estágio é que posso desfrutar de tudo isto enquanto desempenho as minhas tarefas. Não há como descrever a sensação do chegar ainda de madrugada ao campo, assistir ao nascer do dia e respirar toda a magia envolvente. De repente a vida torna-se simples e percebo que não preciso de muito para ser feliz. Acompanhada pela minha modesta máquina fotográfica, capturo o que vejo numa tentativa de absorver tudo o que me rodeia. Mas essa tarefa revela-se impossível... os 5 sentidos com que sentimos o mundo (há quem diga que são 6 ou 7, mas não vamos por aí) não podem ser apreendidos numa simples imagem. No entanto, quando revejo estas imagens, alguns destes sentidos são reavivados e consigo, até certo ponto, viajar de volta ao momento... que posso fazer? Sou uma pessoa naturalmente nostálgica...


Bom... e porque fiquei sem nada para dizer (é o que dá quando se desenvolve uma ideia dias e dias depois de a ter iniciado), aqui ficam algumas imagens da Faia Brava no seu início de Primavera ;)


quinta-feira, 4 de março de 2010

Texto rápido para descarregar a raiva

E porque quando se é bom demais as pessoas abusam. De repente acham que têm o direito de mandar em nós se por algum motivo lhes ferimos o ego. E o que mais me chateia é que fico chateada quando devia era manda-las para um certo sítio. Tenho pai e mãe e não mandam em mim, porque haveriam certos senhores de mandar? A minha decisão já foi tomada e não gosto de voltar atrás. Ponto final

quarta-feira, 3 de março de 2010

meh

And when i was just writing a minimally decent post, something just had to break my enthusiasm...

Life sucks sometimes... but i guess all we gotta do is accept it and get over it...

Maybe I'll post tomorrow

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Random thoughts...

Sábado. Final de Fevereiro. Mais um mês que voou. E este bem depressa... sem no entanto, nada se ter feito. Acordo cedo e levanto-me tarde... o meu corpo obriga-me ás 8 horas de repouso como se fosse ele que mandasse. Olho para o exterior, mas a visão é tudo menos animadora. A chuva bate-me na janela enquanto a portada volta e meia se fecha com o vento. O céu escuro dá-me a ilusão de um entardecer adiantado. 

Preguiça.... muita.... 

Sentada ao computador já nem sei quem sou. Não me reconheço. Perdida algures entre a música e um ecrán, vejo o tempo passar... 

Tenho saudades daquelas manhãs que passava a cantar para as paredes, ou a tocar a mesma música vezes e vezes sem conta até as notas soltas formarem melodias que me arrepiam e me fazem sentir realizada. Falta-me o desafio... o desafio da arte... A escrita tem preenchido esta lacuna, mas não é a mesma coisa... Também tenho saudades de desenhar. Faz tempo que não rabisco qualquer coisa... Que é feito das paredes decoradas de desenhos a grafite com horas de trabalho e pensamentos aleatórios que me dão força para seguir o meu caminho? Colar os antigos, cuidadosamente guardados, não faz muito sentido... Já serviram o seu propósito... Mas falta-me a vontade... e a inspiração. 

Re-leio o que escrevo e fico chateada comigo própria. Que mania de parecer desanimada...!

Paro para pensar na minha vidinha e não posso deixar de admitir que é bastante boa. Sei disso melhor que ninguém. Assim como sei que tenho tido bastante sorte. Tanta que ás vezes me espanto. E me interrogo. Sobre a veracidade das coincidências e a natureza das encruzilhadas da vida. Aqueles momentos em que podíamos ter feito mil e uma coisas, mas escolhemos aquela. E as consequências foram demasiado fantásticas para serem resultado apenas de mérito próprio. Porque das situações e acções mais simples, nascem as mais maravilhosas experiências. E tudo parece desenrolar-se como por magia... 

Enfim, já estou a divagar xD

No fim das contas (e inseguranças à parte) posso dizer que sou uma pessoa realizada. E que tirando alguns detalhes geográficos não mudaria nada do que tenho actualmente. E mesmo esses, talvez não o consiga ver agora, mas sejam melhores assim. Porque nunca sabemos o que a vida nos reserva... 

Costumo dizer que todos os dias são bons dias para morrer. Não quero com isto dizer que quero morrer. Nada disso. Ainda há muito coisa que quero fazer, ver, viver. Mas é verdade. Pelo menos para mim. E penso que assim o será para todas as pessoas que fazem e lutam por aquilo em que acreditam e que querem.  Se morresse agora, morreria feliz e tranquila que fiz o que podia e queria até ao momento. Porque quando somos verdadeiros connosco próprios sentimo-nos bem e tudo corre bem. Talvez esteja a ser demasiado ingénua... ou tenha realmente muita sorte. Não sei... Não vou dizer que não. But this is my story.

Questiono-me sobre porque escrevi tudo isto... mas não sei a resposta... Talvez porque sim. Porque me apeteceu. Pergunto-me também que sentido faz escrever coisas que não interessam a ninguém se não a mim própria, numa página que pode ser lida por qualquer pessoa... mas mais uma vez não sei a resposta. I guess I'm a hopeless case...

As portadas não param. Interrogo-me se não seria melhor fecha-las antes que se partam. Mas gosto dos momentos em que ambas se abrem e deixam a fraca luz do dia inundar este meu cantinho... 

E assim me deixo ficar... 

Já agora, citando Pessoa:

"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Bichinho Carpinteiro

É costume dizer-se que as pessoas muito activas, que não conseguem parar quietas, têm bicho carpinteiro. Esse não é bem o meu caso que sou muito pacífica. Eu tenho mais é bichinho carpinteiro. Que é como quem diz que adoro construir coisas, monta-las e também desmonta-las. Se forem de madeira então, maravilha. É um gosto difícil de explicar, mas que penso ter começado com o lego (será que as crianças hoje em dia ainda gostam disso?) e os puzzles. É o partir de pequenas peças, insignificantes e inúteis na sua singularidade, para uma estrutura complexa e cheia de detalhes. Dêem-me uma secretária ou uma estante para montar e vão ver que entro num estado frenético, como se em transe, enquanto junto peça a peça, parafuso a parafuso, até as iniciais componentes começarem a ganhar forma e por fim se unirem num objecto perfeito.


Nesta semana que passou tive a oportunidade de alimentar este meu bichinho. E para grande agrado meu, com madeira e sem manual de instruções, aumentando assim o desafio da montagem. O objecto final seria um abrigo para observação de abutres. As peças eram 4 barrotes, tábuas e contraplacados variados em tamanho e feitio. 

O passo número 1 do processo que durou quase um dia, foi obviamente a escolha do local mais apropriado. Convinha ser pouco visível da estrada e ter uma boa visibilidade para a área em questão. Assim sendo, e aproveitando os elementos naturais da zona, optou-se por "esconde-lo" ao lado de uma grande rocha. Em seguida, uma pequena limpeza da área e a marcação precisa (cof cof) com fita-métrica e tudo, do sítio dos barrotes. Esta fase foi abençoada com uma bela duma chuvinha, que nos deixou a todos imensamente animados =P

Colocado o primeiro barrote, faltava abrir o buraco para os outros 3. 

Depois de inseridos os 4 pilares, tivemos que lhes dar jus ao nome e certificarmo-nos que estavam bem seguros, utilizando para isso pequenas pedras que ajudassem a compactar a terra.

Debaixo de uma das pedras, bem encolhida e camuflada, estava esta simpática criatura.


A fase seguinte consistiu no arranjo das tábuas de forma a dar um ar de casa ao futuro abrigo.


E após alguns erros de construção, dada a disponibilidade de material, mais uns ajustes aqui e acolá e:

 

Finito :)

Por agora só falta a pintura de óleo queimado e uma bela duma rede por dentro ;)
E foi um dia bem passado!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Details...



Sexta-feira. Véspera de Carnaval. Mais uma vez, longa viagem de regresso a casa. O caminho, o mesmo. As paragens, as mesmas. O tempo, o mesmo. A paisagem, a mesma. Não que não seja bonita. Ou melhor. Espectacular. Mas algo é diferente... Um detalhe. Um pequeno detalhe que faz toda a diferença do mundo. Um detalhe que muda toda a visão e entusiasmo de tão longa viagem. Um daqueles detalhes que nos surge imprevisivelmente na vida e sobre o qual não temos qualquer controle... Sentada à janela de um  velho expresso da Tejo, a minha mente viaja em direcções diferentes das do meu corpo, enquanto o sol me aquece exageradamente as faces. É bom assim, digo a mim própria. Para variar. As horas passam, a música acaba-se, mas ainda vou a meio...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Aventuras Nocturnas

E estava eu, muito bem no meu cantinho, colada ao aquecedor, de barriguinha cheia, banhinho tomado e pijama vestido, quando alguém me bate à porta numa de "ah e tal, queres ir ver uns sapos?". 

Primeira reacção: banho, pijama, quente... frio, chuva, sapos?  - "uhm... não sei...". 

- "Tá bem, vou perguntar ao resto do pessoal, já cá volto".


(...)


- "Queres ir ou não? Tu é que decides..."


Segunda reacção: hmm... nada para fazer... - "Ok, siga..!"


E pronto. Assim se iniciou a nossa aventura nocturna em busca de... sapos. Roupas quaisquer, casaco quentinho, guia e máquina para o bolso. "Alguém tem uma lanterna?". E lá fomos nós.

A informação veio do sr. Dr. António, parece que esses tais bichos, a quem algumas pessoas chamam de anfíbios, andavam aí. E parece que eram muitos, algures numa estrada que  sai de Figueira e vai para Vale de Afonsinho. Segundo consta também, estes animais gostam de água. E depois da bela chuvinha decidiram sair todos à rua. 

Metidos no carro e de olhos na estrada, rumámos à bela terra que nos foi indicada.  No início, nada... mas também, ainda estávamos longe. De repente, um coelhito. Não era bem disto que andávamos à procura, mas é sempre bom ver que estes continuam a existir.  Distraídos com a alegre visão do coelho, estranhamos quando o eduardo parou carro.  "Juro que vi qualquer coisa a mexer". Voltamos atrás a pé, mas infelizmente para o pobre coitado já era tarde demais... Parece que não começamos muito bem. Redobrado o cuidado e a atenção, seguimos caminho e não demorou muito até encontrarmos outra simpática criatura. Um Bufo calamita, vulgo sapo-corredor, que estava literalmente no meio da estrada e imaginem só, a correr. A correr que é como quem diz a andar, mas estava a correr =P Dada a forma de locomoção e a bela risca clara no dorso, não havia muito que enganar. 

De volta a estrada, sempre devagar e de olhos focados para não cometer mais nenhum assassinato, continuamos para Vale de Afonsinho. Pelo percurso dezenas e dezenas do que do carro pareciam mais calamitas. Fizemos algumas paragens só para confirmar e continuamos. Curiosamente, de Vale de Afonsinho até Algodres (onde supostamente o António tinha avistado os bichos) foi onde vimos menos movimento.  Mas em Algodres a história foi outra. Decididos a encontrar mais coisas bonitas, deixamos o carro e fomos a pé (há que agradecer à chuva que parou mesmo antes de sairmos de casa). Mesmo à saida da aldeia... mais um sapo, mas este era diferente. Como pessoas com imensa experiência que somos (cof cof), e dada a gigantesca lista de espécies diferentes de sapos em Portugal (o que foi...? 6 é um número muito grande) e o facto de não termos o guia mesmo à mão (que ideia)... não conseguimos chegar a nenhuma conclusão sobre a identidade do animal. Bom, era um Sapo-de-unha-negra, Pelobates cultripes se preferirem, mas isso ninguém reparou.

Continuando a jornada..... Vamos mas é voltar para trás que a ideia da estrada de terra batida, sobre-pisoteada pelas ovelhas e cabras, não foi muito boa.
De regresso ao carro escolhemos outra saída de Algodres. Um sapo-corredor aqui, outro acolá, alto que vi qualquer coisa.  "Olha que eu não vi nada". Para-se o carro. Sai-se. Volta-se atrás a pé. E voilá. Uma Salamandra salamandra, mais conhecida por salamandra-de-pintas-amarelas, estática. Sim estática... mas só até eu tirar a máquina e tentar fotografa-la. Porque quando vou para focar, lá vai ela. Ala que se faz tarde. 
Optamos por deixar o carro de vez e seguimos a pé. E que bela caminhada nocturna. A expectativa preenchia-nos e quem nos visse aos 3, de noite, ao frio e à  fraca luz de uma pequena lanterna, devia pensar que das duas uma. Ou não regulávamos bem, ou estávamos a tramar alguma.  Andamos e andamos, mas vimos sempre a mesma coisa com as formas mais variadas. Desde o típico animal que aparece nas figuras do guia, ao com a coloração mais estranha e confusa. 




O corredor numa versão branca e castanha, sem risca dorsal (raios parta os bichos... não sabem facilitar o trabalho ás pessoas e serem todos iguais quando são da mesma espécie?) e que para corredor não era lá muito bom, tendo-se deixado facilmente apanhar.








E depois de alguma discussão, o sr. calamita numa versão mais amarelo-esverdeada.









A caminhada de regresso foi longa e de volta ao carro o soninho já pesava, e a minha cama lá chamava por mim. 

Por fim chegamos e cada um foi à sua vida. 

 Na cabeça ficam as memórias engraçadas de 2 rapazes grandes e crescidos com medo/receio e nojo/impressão de pegar em tão fofas criaturas =P

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Locked in


E assim se passam horas... e dias. Fechada dentro de 4 paredes em frente a um ecrãn. Tsk... Como se a minha casa não tivesse portas para sair. O que me valem são as janelas. Portais para o tal mundo real, de onde posso observar outros universos que não o meu e onde o tempo dá sinais de vida. 

Acompanho o nascer-do-sol, o cantar dos pássaros pela madrugada, a gata da vizinha no seu passeio diário, assim como aquelas horas mortas em que até lá fora o tempo parece estagnado. Depois o escassear da luz e o eventual esplendoroso por-do-sol. Cá dentro, a passagem do tempo só se manifesta com o desenrolar da rotina básica... acordar, pequeno-almoço, almoço, lanche, jantar, dormir. 

Cruzo-me com os restantes habitantes da casa e nestes momentos a vida até parece existir. Alimento-me das suas histórias e brincadeiras, mas depressa retorno a este meu canto. Quero sair. Preciso de sair. As portas estão abertas...  mas para onde...? 

Tudo a seu tempo. 

Mais uma vez, tento focar a minha atenção no plano de trabalho. Ainda não escrevi nada. Rigorosamente nada. Estou sempre à espera não sei bem de quê para começar. Tenho bem presente na mente o que tenho de fazer. Ao menos isso. Mas organizar tudo é mais difícil. 

E o tempo? Esse que normalmente não passa, mas que quando precisamos dele faz o favor de correr? Esperemos que se porte bem. 

E o medo? Monstrinho que nos faz duvidar das nossas capacidades e quando nos distraímos nos devora por dentro? Tem batido à minha porta o sacana. Às vezes ainda ouço as suas lengalengas, mas tenho-o deixado na rua.

Bom, deixemo-nos de conversas e passemos ao trabalho (cof cof)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Agora em Tuga


E porque há dias em que pensamos demais (coitado do tico e do teco) e colocamos tudo em questão. E depois temos vontade de mudar tudo. E hoje é assim. Tenho vontade de escrever, mas em português. Porque o inglês já não faz sentido... deixou de fazer sentido. Forma cobarde de expressar o que me vai na alma, em que as palavras não pesam tanto, embora bastante útil para restringir a leitura, pelo que pude constatar. Enfim... algo mudou. Tal como da vontade de escrever nasceu este blog, do crescente à vontade com a minha língua e comigo própria, renasceu. Assim é mais simples. Já chega de perder tempo com dicionários, à procura daquela palavra que quero dizer e que não sei. Para quê se o que quero dizer está mesmo na ponta da língua? Não que acontecesse muitas vezes, mas sei lá, apetece-me variar. Também tenho direito. Se calhar para a semana volto ao inglês, who knows? Ou até mais cedo... Ou talvez misture os dois da forma que mais me aprouver. 

Bem... anunciada a mudança de idioma, não há muito mais a dizer. Ou talvez haja, mas não me apetece. Devia era estar a fazer alguma coisa... digamos que... mais útil.

domingo, 31 de janeiro de 2010

New beginning...?

It's been quite some time since I last wrote... time has gone by, as well as my life, but my will to write is nowhere to be found. I'm here today, not because this will has returned, but in attempt to ease my mind from all this lack of writing. It's all a matter of routine  really... and I'd trully like to keep it, even though i sometimes wonder if this journal of mine isn't just a big waste of time. Well, one thing's sure. I keep on practicing my english skills.

This past 2 weeks have been very peaceful, but mind disturbing as well. I can't say I've done much, in fact i can't say i've done anything at all for the last 3 months... details xD Anyway I thought a lot about my work, but my mind's full of doubts. There's so much to learn, so much i don't know. I end up feeling ignorant... like all those years of study haven't taught me anything at all. I feel like I should know so much more... which gets me frustrated... doubting myself and my own skills. I can easily put these thoughts away. There's nothing i 've proposed myself to do that I haven't been able to accomplish. But first i need to see everything clearly. Carefully plan my work, not forgetting my goals. It hasn't been easy though. Not to mention that a few things can only be achieved with practice... and that requires time. But let's not suffer from anticipation. The good news are that things seem a little clearer to me now. I'll make it somehow xD

I'm back at home, after what was a long month away. I came for a short period of time, but it was great to see some friends' faces and to share a few moments with those special people that make up my life. I'll be leaving again tomorrow, for what will hopefully be a fresh new start.

sábado, 16 de janeiro de 2010

A week later...

So.... it's been a week... I have so many things to describe, but i feel so lazy to do it... so I'll just write a little and let the pictures do the talking this time.


 





Last Saturday was the "Vultures - take 2". Once again they didn't feed on the bones or carcasses but were alighted on trees and rocks.









They spent hours behind the shelter, as if playing us around. 









The day was basically spent watching tits, warblers, larks and european robins on nearby olive trees... as well as napping inside the jeep...




On sunday i was once again gifted by snow ^^ this time much more intense :) and I quietly spend it on the computer, looking through my bedroom window and watching tits and warblers.







On Monday the vultures finally attack the feeding site, but we have a meeting in the morning. I try to see them in the afternoon, but they've left already.









Tuesday is raining and so we go for a jeep walk.We make our way to the southern part of the reserve. 








It's amazing how the river has grown and how all the water lines are running. 







The rest of the week is spent doing pretty much nothing, except helping eduard with the shelters construction.

On friday the photographer comes back for the "Vultures - take 3". This one goes way better and 50 vultures show up :)







After leaving them in the feeding site, i make my way to feed the horses, but i first need to wait for the sun to come up ;)








The day is long and spent on collecting water samples with my teachers.








Due to some's stubbornness the jeep gets once again stuck in the mud, complicating the whole afternoon. Ed and the photographer need to go back to Algodres by foot and I miss a sampling station...

After a long and hard work, Fernando saves the day and once again rescues the jeep. It's time to go home :)

I feel confused about my work, but I'm sweetly cheered up :)

Saturday goes on smoothly at home, cleaning up stuff...

I wish i was somewhere else...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Vultures

5 am. Darkness still reigns outside. The night-sleep was short, but energizing. I'm ready for another day, even though the unknown awaits me. We're gonna take Fernando and a photographer friend of his to the vulture feeding site in order to observe griffin vultures and eventually golden eagles. It's all a matter of luck, since the animals may or not go there, but everyone feels lucky and excited. 

We make our way through murk, even stars seem to be gone. Rabbits are sometimes seen crossing the road, or simply running from the jeep, but nothing else is sighted. We get there before dawn and prepare everything. Fernando takes his time getting the camera ready, as he needs to focus and position it correctly, since he'll be shooting it from inside the shelter. 

The first rays of light arise from the mountains, smoothly highlighting the trees from the now blue sky. Bones with scraps of meat are strategically left on the ground and rocks, in hope to attract the vultures. The temperature is probably below zero and as time goes by I can't feel my feet or nose anymore. We leave them hiding in the shelter and go to Saboia. We'll be reporting the animals that fly by and try to watch them ourselves. Hours pass and no sign of the vultures... The workers call us eventually, turns out that the van had a problem and they need the jeep. I happily volunteer to take it and leave eduard with the telescope. I'd rather go home than freeze to death waiting for vultures.

 I leave the jeep with the workers and they give me a ride home. Feeling lazy and somehow sleepy, i turn on the computer and the heater.  I can't wait to feel my feet again xD Soon enough eduard texts me. He says i can take his car to go back... but to tell the truth i don't really feel like going... maybe if the vultures do show up. Around lunch time i get the jeep back, fight my own laziness and get back to the Faia... I'd have to  go back either way to pick everyone up, so...  Eduard is almost dying of cold and boredom as nothing seems to be going on. Sadly for me i'm soon contaminated with the same problem. Vultures fly over the feeding site every once in a while. They've definitely seen the food, but for some unknown reason they're feeling uncomfortable to land. Boredom eventually gives place to despair and i just want the day to end. All this trouble to watch a couple of vultures feeding? Not for me... more opportunities will come xD Around 3pm the pair of golden eagles gift us with their presence. Now that's a more interesting sight ^^ They fly around, push away a griffin and fly over the feeding site. Soon they land on nearby rocks, but they're also suspicious about the site and eventually leave. Almost after the arrival of the golden eagles, the workers also show up. And they brought another donkey. We give the day as finished and go with them to the vulture place to leave the donkey. I decide not to watch this one being killed and go back to jeep. It's a freezing cold outside, so it feels nice to be protected against the chilling wind and be warmed by the sun. My mind flies way way off, but I'm soon called back to planet earth to go back home. Maybe the vultures will come tomorrow. No one can know for sure.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Back to Action

It's thursday. I've been home for the last few days dying to go back to Faia Brava. I feel lazy to get off  bed, but today i'm finally going out :D I get up, kinda sleepy, and look through my window... white things are flying around... first thought: are those ashes? Oh my god...! No... it's snowing...!! Excitement takes over me and suddenly i feel like a little child again :D Big white flakes fall from the sky turning everything white. I go out to the street and I can't believe my eyes, i feel like i'm inside a snow globe that has just been shaken. Joy fills my heart in an unexplainable way. I don't think i've ever seen snowing like this! 

We hop into the jeep and make our way to Algodres. Looks like it's only snowing in Figueira. My eyes are thrilled, focused on every turn of the road, every bird on the sky, every tree of the landscape. It's been some time.

Back on Faia Brava we find ourselves with the workers who are taking care of some horses.  We help a little bit and chitchat for a while. It's good to see everyone again :) The workers go their own way (turns out there are 2 dying donkeys to take to the vulture feeding site) and so do we. I need to check both cameras, but i feel a little scared since one of the (once completely dry) water lines is now running vigorously. As we make our way, fear grows stronger inside me, there's water everywhere... water lines are all running and one of the ponds is completely filled. Off the jeep, what i just feared moments ago turns real and my mind refuses to accept what my eyes are seeing. The once small and laughable pond is now incredibly big...! And my camera... well my camera's inside it. I try to reach it, but that shows impossible, at least without getting soaked. If this one's underwater than i can't even think about the other one. 

We rush back to jeep and take the shortest way to the next pond, through the olive groves. Distracted, talking, we don't pay much attention to the road condition, which soon turns into a deadly mistake. Moments later we're stuck in the mud.  We turn on the 4 wheels, but nothing happens, the jeep doesn't move. We try going back, but the result is the same.  The more we attempt to get out, the more stuck we get. Off the car the soil is fluffy and filled with water. It's hard to even walk on it without getting stuck as well. We evaluate the situation, use shovels to try to get out, but nothing seems to work. We give up and go back to Saboia to grab some boards, but they don't work as well. Out of nowhere, like guessing our growing despair, Fernando calls us. He'll come help us with the van. On the waiting time we walk to the pond to check on the camera, but as we get there, the situation is the same. My camera is swimming. This one i can reach, but frustration fills me... What am i gonna say to Antonio? I open it up, it's filled with water and looks pretty ugly. I'm almost sure there's no point in trying to dry it, but a ray of hope still lives inside me.

Back to the jeep we find fernando waiting for us. We'll have to help him out with the donkey before he rescues our car... The poor thing is at its end, but keeps on breathing, stubbornly clinging to its life as if things could still get back to normal.  I wish it would just stop breathing, go in peace, but that didn't happen... With ropes around its legs, it's brutally pulled to the feeding site, its head dragging all the way, its knees now bleeding. But it doesn't give up, air keeps on going in and out, in a dark show of pain and sadness, as it is moved around in a search of the perfect spot. At his point, I dunno what kept me watching... but I did. A knife strikes its throat. Its last manifestation of sound is heard as blood gushes out... Its eyes stuck to this world, as if the other is way too scary. Blood keeps on gushing for a few more seconds, until a final spasm reveals the end of its life. Its eyes, now resting. What happened after its death is not quite clear to me. But i soon find myself next to the jeep once again, as the van tries to pull it from the mud. It's quite a task, but it gives in eventually.  

The day is in its end. The sun is once again hiding in the horizon. Shadows grow as the sky turns red. 




 Everything has a cycle.



quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Saudades


 

"Saudade" the 7th most difficult word on the world to translate to any other language. Its meaning is quite obvious to any portuguese speaker, but translating it to english is quite a task. There's no equivalent word. We can say we miss something or someone, but it doesn't have all the warm and melancholic feeling associated with the word "saudade". "Saudade" is the missing feeling itself and there's no other word i can use to describe what i feel right now.

I'm so close, yet so far... I miss the morning cold freezing my bones, i miss the stillness of the sun arising from the mountains and warming the sweet vision of dawn, i miss the exciting feeling of stepping on what seems like untouched grounds of a fresh new day, i miss the sound of the wild running waters, i miss the wind pitilessly slapping my face, i miss the birds cacophony in the end of the day, i miss the horses, i miss the workers and the jeep rides, i miss the curvy and pitted dirt roads, i miss the flocks of sheep and their ringing bells' sound, i miss the trees and the rocks, i miss the vultures in the sky, i miss, i miss, i miss...!! I miss other things as well... some of them i miss so damn much... things that have nothing to do with my lately daily life, things that make me nervous and happy at the same time, things that i don't dare to talk about on this blog of mine...

Hopefully tomorrow I'll get back to action (or something close to it) and I won't miss those things so much... at least, part of them... others, well others will just have to wait :)

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

2010

According to the Gregorian Calendar today's the 1st day of 2010. Now... it's good to remember that this calendar has only been implemented on the 16th century by Pope Gregorian XIII, as a correction to the former Julian calendar. Meanwhile, both of them use the Anno Domini for year counting, which is Jesus Christ year of birth.  I stop and wonder about this whole thing... this is nothing but a counting system of time. But what is time? I search wikipedia for an answer, but all it tells me is that:


"Time is a component of the measuring system used to sequence events, to compare the durations of events and the intervals between them, and to quantify the motions of objects. Time has been a major subject of religion, philosophy, and science, but defining it in a non-controversial manner applicable to all fields of study has consistently eluded the greatest scholars."  


= nobody really knows.



Time plays such a big role in our society, but we still can't define. All we can do is count it, plan it and use it, and that we do very well. I could go on and on and discuss the various viewpoints of time, its relativeness and subjectiveness, as well as its linearity or cycling nature, but that's not really my point, even though it would be a very interesting discussion. My point here is the crazy celebration of a new year. Most of the time people don't even know how the counting system works. All they know is that the year starts on 1st of January and ends on 31th of December (don't ask them why or who made that up, that's just the way things are). So... what's the whole point of the so called reveillon? People party up, get drunk and next day life goes on... 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, yay! It's midnight. Everyone goes crazy, champagne bottles are opened up, currants are eaten for each month of the year, everyone hugs each other and wishes a happy new year, the house owner gives a speech about friendship and health. Me? I'm just staring. I feel misplaced. This doesn't make any sense to me. At least not this way, not with those people. What the hell's wrong with me? I can understand that the coming of a new year may mean a renewal chance, like everything can start over, a fresh new beginning. An opportunity to throw away the past and start a new life. People do new year resolutions and what so ever. But that can happen everyday, u just have to want it. So in the end, it's just a stupid celebration with no meaning at all, right? It doesn't really matter if you had a happy 2009 or 2010, if u were born on 1987 or 1989, as it doesn't matter that u got a job on a monday or a friday or that someone died at 10am or 6pm. Dates don't mean a thing. So what's the point of celebrating them? They only matter on the moment they happened. After that it's past, it's gone. We should celebrate every single moment, after all every second is a new year.  I'm obviously not saying that we should spend our life partying. But the excitement that most people experience on the countdown to a new year should always lie inside us, for every breath we take, every action we do, everything we achieve. Every moment has a huge potential. We just have to live it up. 


E tenho dito.


Happy life for everyone.